Vivemos na era da informação. Queremos informação, tau, vai-se ao google* e já está! É um espectáculo! É sim senhor!
Mas também há informação inutil. Não no google, mas nas bombas da Galp (no google é tudo importante e relevante, senão não estava lá, óbvio).
Diálogo do boda com a menina da caixa depois de abastecer numa Autoestrada qualquer deste Portugal, chamemos-lhe A1:
Menina: Boa tarde boda.
Boda: Boa tarde. Como sabe o meu nome?
Menina: Toda a gente conhece o Boda. Além disso, este diálogo está a ser transcrito com alguma ficção à mistura. Por isso podemos assumir que eu te conheço. Fica bem, o leitor aprecia.
Boda: OK...
Menina: Qual a bomba?
Boda: Bomba 6.
Menina: 20€
Boda: isso mesmo (entregando o cartão MB com a banda magnética meio dobrada)
Menina: isto não está a dar (depois de tentar 3 ou 4 vezes)
Boda: E não têm caixa multibanco aqui no posto?
Menina: Só no sentido oposto.
Boda: Ah, no sentido oposto têm. Fico contente. Vou anotar isso no meu livrinho de bombas de gasolina nas autoestradas que têm caixas multibanco. Repare, tenho não só o KM da autoestrada onde está o posto de gasolina, mas também o sentido. Senão é uma confusão e não me entendo.
Menina: Claro. Faz muito bem. Aproveito para dizer que quando sair da A1 em Coimbra também tem uma caixa multibanco junto ao café da esquina, naquela cortada à direita. Pode anotar aí também, pode dar jeito.
Boda: claro que anoto. Claro que dá jeito.
Menina: Então e como pretende pagar?
Boda: Muito boa pergunta. E as informações que me deu só me vieram ajudar.
Menina: Não estou a perceber.
Boda: Pois, isso sei eu que não está a perceber. Posso pagar com o corpo?
Menina: Não (depois de soltar umas valentes gargalhadas)
Boda: E se cá passar amanhã?
Menina: Também não.
Boda: E se cá deixar o meu telemovel e passo cá depois?
Menina: Não!
Boda: E se me desse uma borla?
Menina: (deu um chapadão ao boda)
Boda: Não era isso... Era não pagar!
Menina: Ah, sou uma badalhoca, pensei noutra coisa. Se calhar é melhor pararmos com a conversa ficticia, não?
Boda: Se calhar é...
O diálogo acabou quando a menina disse sentido oposto.O boda depois disso tirou o Visa da carteira e pagou, não sem antes ter insultado mentalmente a menina do balcão.
* - segundo o boda, se não está no google, é porque não existe.